sábado, 6 de maio de 2017

Duque é outro pedalinho do Moro

"Delatores do Moro delatam Lula depois da segunda sessão de porrada!" - Gal. Ustra


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publicado 06/05/2017
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Pedalinho.jpg
Na foto, Renato e Duque
SOBRE A "BOMBÁSTICA" DELAÇÃO DE DUQUE
(Que ocorre três anos depois de, milhares de vezes, ele mesmo dizer que não sabia nada sobre o Lula.)
É tão ridículo, mas tão ridículo o depoimento de Renato Duque sobre Lula na Lava-Jato que dá até vontade de rir.
Dilma demitiu Duque em 2012, porque descobriu que era um corrupto.
Segundo ele, houve três encontros com Lula: em 2012, 2013 e 2014.
Ele não diz onde ocorreram os dois primeiros encontros, e ninguém tampouco pergunta.
Diz que Lula indagou sobre as sondas e ele responde que nada sabe porque já tinha saído da Petrobras.
Um ano depois, Lula lhe pergunta novamente se ele sabe alguma coisa sobre as sondas e ele repete a mesma coisa que disse no primeiro encontro.
Ou seja, Lula seria um idiota e fazer a mesma pergunta a um ex-diretor da Petrobras, um ano depois de ter-lhe dito que não sabia de nada.
O terceiro encontro teria ocorrido num hangar da TAM.
Lula não se encontraria, de forma oculta, num hangar da TAM nem com Fidel Castro, que dirá com um diretor da Petrobras demitido dois anos antes por corrupção.
E, no encontro, Lula lhe pergunta se o dinheiro roubado por Duque está bem escondido. Não está...
Renato Duque roubou milhões de reais, devolveu um montão de dinheiro, mas ainda deve ter outro montão.
E faz aquilo a que se comprometeu com Moro: tentar levar Lula para o meio da sujeira em que se chafurda.
Se isso é tudo o que Renato Duque tem, Moro está ferrado.
Continua sem nenhuma prova contra Lula.
Duque entra para a lata de lixo do Triplex, Pedalinho etc.
Assinado: amigo navegante, ombudsman da Lavajosta

do blog Conversa Afiada

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Lava Jato quer impedir que Defesa de Lula grave seu depoimento a Sérgio Moro
Juiz de primeira instância vai decidir nos próximos dias se atende a pedido do Ministério Público Federal no Paraná
Publicado em 05/05/2017 TWITTER FACEBOOK
O procurador Deltan Dallagnol; pede para proibir gravação supostamente em defesa do próprio Lula
Os procuradores da Operação Lava Jato querem impedir que os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva grave seu depoimento diante do juiz Sérgio Moro,. em Curitiba, a ser realizado no próximo dia 10.
Em manifestação assinada por Deltan Dallagnol e mais 12 membros do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), ó órgão argumenta que uma eventual gravação feita pelos advogados de Lula poderia acabar por vazar para a imprensa e revelar detalhes indevidos do processo, inclusive falas entre o depoente e seus advogados, vindo a prejudica-lo.
É isso mesmo. Dallagnol e seus colegas querem proibir que Lula e seus defensores gravem seu depoimento e afirmam que, com isso, estão querendo proteger os direitos do próprio Lula. Veja trecho da manifestação do MPF-PR:
“A providência (gravação) poderia vir a revelar, de modo indesejável, conversas sigilosas mantidas entre advogados ou entre advogados e seus clientes, o que pode acabar por publicizar indevidamente estratégias adotadas no ato.”
Assim, após dezenas de vazamentos indevidos ocorridos no âmbito da Lava Jato, via de regra para veículos de imprensa conservadores, que utilizam os objetos de vazamento de maneira a prejudicar ainda mais os acusados da Lava Jato, agora, quando Lula ficará frente a frente com Sérgio Moro, Dallagnol e seus colegas mostram o zelo que possuem pela manutenção de informações processuais sigilosas, independentemente do fato de ser o depoimento de Lula público e aberto a todos os interessados.
O juiz Sérgio Moro deverá decidir sobre o caso nos próximos dias.

Exonerado, ex-chefe da Funai ataca governo e fala em 'ditadura'


Folha de São Paulo
Mario Vilela - 16.mar.2017/Funai
Antonio Costa, ex-presidente da Funai, recebe militantes indígenas
Antonio Costa, ex-presidente da Funai, recebe militantes indígenas

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Com a sua exoneração publicada no "Diário Oficial" desta sexta-feira (5), o ex-presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio) Antonio Fernandes Costa convocou uma entrevista coletiva na frente do prédio do órgão, em Brasília, para anunciar que "ingerências políticas" do líder do governo na Câmara, André Moura (PSC), levaram à sua queda e que a fundação "vive uma ditadura".
"O povo brasileiro precisa acordar, o povo brasileiro está anestesiado. Nós estamos prestes a se instalar nesse país uma ditadura que a Funai já está vivendo. Uma ditadura que não permite ao presidente da Funai executar as políticas institucionais. Isso é muito grave. O povo brasileiro precisa acordar", declarou.
Costa acusou o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), de "estar sendo ministro de uma causa", em referência ao agronegócio. Serraglio foi membro da bancada ruralista no Congresso e foi relator de uma proposta de emenda à Constituição que retira do Executivo a autonomia para demarcar terras indígenas.
"O ministro é um excelente deputado, mas ele não está sendo ministro da Justiça, ele está sendo ministro de uma causa que ele defende no Parlamento. E isso é muito ruim para as políticas brasileiras, principalmente para as minorias. Os povos indígenas precisam de um ministro que faça justiça, e não de um ministro que venha pender para um lado, isso não é papel de ministro, [privilegiar] o lado que ele defende, que ele sempre defendeu na Câmara dos Deputados", disse o ex-presidente da Funai.
O ex-presidente disse que a bancada ruralista "não só assumiu o controle das questões indígenas, mas também do Congresso Nacional".
Reportagem da Folha publicada no último dia 2 mostrou que o ministro teve sua agenda oficial dominada por ruralistas e alvos da Operação Lava Jato. Foram cem audiências com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e com políticos investigados. Não houve nenhum encontro registrado oficialmente com representantes indígenas.
Serraglio afirma que tem recebido em audiência quem a solicita e que chegou a se reunir no mês passado com um grupo de índios no gabinete do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), ex-governador do Amazonas. "Eu lanço um desafio para que alguém identifique uma situação em que alguém tenha solicitado uma audiência em que eu não o tenha recebido", declarou o ministro da Justiça.
PRESSÃO
Sem citar nominalmente Moura, Costa afirmou que sofreu pressões do líder do governo para fazer nomeações na Funai de pessoas que, segundo ele, não tinham qualificação técnica para ocupar os cargos.
Ele atribuiu a sua saída a "ingerências políticas dentro da instituição, que eu não permiti e jamais poderia permitir em defesa dos servidores". "Essa ingerência partiu inicialmente do líder do governo", disse.
Costa afirmou que o esvaziamento da Funai, com a crescente perda de recursos financeiros e servidores, poderá causar "uma grande catástrofe internacional". No mês passado, o órgão precisava de R$ 9 milhões para tocar suas atividades básicas, mas Costa disse que foram recebidos apenas R$ 4 milhões. Ele afirma que teve que recorrer a outras fontes para garantir mais R$ 1,5 milhão para manter algumas frentes de proteção na área.
Indagado por um jornalista, o ex-presidente da Funai disse concordar com a afirmação de que há um plano do governo federal em "acabar com a Funai".
"Não só acabar [com o órgão], mas também as políticas públicas. As políticas de demarcação de terras, de segmento, de cortes. Isso é muito grave. O governo não tem nesse momento o sentimento de compreender o que é a Funai. A Funai acima de tudo precisa de paz para que possa devolver a esses índios os seus direitos. Se eu estou saindo é porque eu estou lutando a favor do índio. O meu compromisso é com o povo indígena, não é com políticos", afirmou Costa.
Costa disse que soube de sua exoneração somente ao ler a publicação do ato no "Diário Oficial" e que não recebeu nenhum telefonema prévio.
"Com toda certeza eu estarei sofrendo retaliações, como hoje o próprio governo disse que eu estaria saindo por incompetência. Incompetência é desse governo, que quebrou o país, que faz cortes de 44% no Orçamento porque não teve competência de arrecadar recurso. Incompetência desse governo, incapaz de convocar os 220 concursados [da Funai]. Incompetência desse governo, que faz cortes de funcionários e servidores da instituição. Cabe a ele responder", disse Costa. 

Movimentos aberrantes


Vladimir Safatle
Folha de São Paulo
Marcelo Cipis/Folhapress

"Os livros que são exemplares para nós foram, inicialmente, não livros, narrativas erráticas, monstros sem coluna vertebral". É com afirmações dessa natureza que se inicia "O Fio Perdido: Ensaios sobre a Ficção Moderna", de Jacques Rancière (Martins Fontes, R$ 39, 152 págs). Lançado em 2013, o livro recebe agora edição brasileira. Seu autor, um dos principais filósofos da atualidade, segue há anos de forma extensiva um projeto singular, a saber, expor as relações entre emancipação social e modificações nas estruturas da sensibilidade, ou ainda, modificações naquilo que o filósofo chama de "partilha do sensível".
Tal projeto fez do trabalho de Rancière nas últimas décadas uma reflexão sistemática sobre a força de transformação social da estética e das artes, sobre sua maneira de, ao reconstituir os campos de nossa sensibilidade, permitir a emergência de "uma nova forma individual e coletiva de vida", como ele mesmo dissera em outro texto. Pois essas decisões que uma obra de arte produz a respeito dos modos de partilha do sensível, decisões essas que falam dos modos de recortar o tempo e o espaço, de instaurar o visível e o invisível, o perceptível e o imperceptível, não poderiam ser indiferentes à maneira com que a vida social, em suas potencialidades de ação e transformação, emerge para nós.
Aristóteles costumava dizer que o que separa a ficção da vida ordinária é a existência de um começo, de um meio e de um fim. Maneira de afirmar que a ficção é o que dá ordem à vida, fornece-lhe uma racionalidade na medida em que define formas de ligação, de sucessão, de coexistência, de hierarquia entre acontecimentos.
Por mais paradoxal que possa parecer, o que chamamos de "ficção" é o que nos fornece as formas do possível e do atual, do contingente e do necessário, do real e do virtual. Pois a ficção nos faz narrar, definindo as estruturas formais para a produção do sentido.
Isso a ponto de Rancière se ver obrigado a lembrar: "Para se constituir como saberes científicos, a história e a ciência social, tiveram de pegar emprestado da poesia o princípio que declara a construção de um encadeamento causal verossímil mais racional que a descrição dos fatos 'como eles acontecem'".
Rancière parte dessa compreensão para se perguntar sobre a experiência imanente, principalmente, a esses romances instauradores da modernidade estética, como "Madame Bovary" e "A Educação Sentimental", de Flaubert, "Lord Jim" e "O Coração das Trevas, de Conrad, ou ainda "Mrs. Dalloway" e "Ao Farol", de Virginia Woolf.
São esses nossos "livros exemplares" que apresentam, ao contrário, uma narrativa errática, sem coluna vertebral. Há algo neles que parece anunciar a emergência de um mundo de objetos não mais submetidos a uma ordem causal, de sujeitos cujas ações parecem aberta às contingências e que, por isso, expõem a falência contínua da ação estratégica, de narrativas nas quais tudo parece igualmente importante ou igualmente insignificante por desconhecer a noção mesma de hierarquia.
Esse mundo, dirá Rancière, é o mundo igualitário da democracia, de uma democracia romanesca que irá, a partir de então, pressionar nossos modos de existência em direção a transformações. Um mundo no qual qualquer um poderia ser atravessado por um "turbilhão de acontecimentos sensíveis impessoais, de uma 'vida da alma' ainda desconhecida". Ele instauraria um espaço de movimento aleatório no qual nem coisas nem sujeitos estariam submetidos ao quadro das funções, dos lugares, dos meios e dos fins. Espaço no qual mesmo coisas e sujeitos perderiam muito de sua distinção, não porque coisificamos sujeitos, mas porque podemos agora ouvir a capacidade de agir das coisas, sua "subjetividade".
Dessa forma, Rancière mostra como a literatura moderna nos ensinou o verdadeiro sentido da igualdade. Pelas mãos de Flaubert e Conrad, a igualdade não se realiza pela construção de espaços homogêneos, mas através da instauração de campos de emergência de acontecimentos sensíveis que podem agir em qualquer um, que podem implicar qualquer um, levando-os a movimentos e gestos impredicados, a transformações de lugares.
Assim, o maior feito da literatura terá sido nos ensinar uma igualdade que é a condição da liberdade, que é o verdadeiro nome da liberdade; dessa liberdade que nos faz mover através de nossa atração pelo que é errático, pelo aberrante. 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Paulo Henrique Amorim analisa com ironia editorial de O Globo




Os presos e um solto


Jânio de Freitas
Folha de São Paulo
O tom dramático com que a imprensa recebeu a liberação parcial de José Dirceu –"o Supremo rachou", "conflito entre Supremo e Ministério Público", "Supremo ameaça a Lava Jato", e por aí– não decorreu da liberação de um preso do juiz Sergio Moro nem do tenso resultado de 3 votos a 2.
Embora a economia da imprensa e da TV em notícias a respeito, vários outros foram liberados pelo STF, ainda com Teori Zavascki e já com Edson Fachin como relator, sem imputações à decisão. O problema é tratar-se, dessa vez, de José Dirceu.
Curioso é que ninguém dá explicação razoável para essa prioridade que nem Eduardo Cunha e Sérgio Cabral superam. Os argumentos ficam sempre nas obviedades que se aplicariam bem a centenas de figuras presentes ou recentes.
Resultados estritos, 3 a 2, 5 a 4, desempate pela presidência do tribunal, são desagradáveis sempre: motivam a ideia de falta de clareza jurídica, de firmeza de critérios, de duvidosa justiça na decisão. Mas não são excepcionais no Supremo.
Além disso, é preferível um resultado com mínima diferença do que a decisão apenas individual de um juiz, por exemplo, de manter presos por prazo indefinido, sem marcar os respectivos julgamentos, por falta das provas que deseja ou como coerção para extrair delações.
Outro liberado, mas sem deduções dramáticas, foi Eike Batista. Manso, generoso, com ótimas e com tresloucadas ideias, havia mesmo razões para estar na cadeia, sem previsão de julgamento, sem "culpa formada"?
Bem, ele pagou US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral. Pagamento espontâneo ou extorsão, ainda que disfarçada? Não está esclarecido. Ah, mas fez jogo com ações na Bolsa. E o que é a Bolsa senão isso mesmo? Vão fechá-la? Nem há outro preso por jogo com ações na Bolsa.
As prisões inconvincentes têm sido muitas. E, tão ou mais grave, estendendo-se no tempo com elasticidade contrária ao Direito brasileiro. Coisa de ditadura, não de regime com aspirações democráticas. Gilmar Mendes as atribui a que, na composição da Lava Jato, "são jovens que não têm a experiência institucional e a vivência institucional". Gilmar Mendes em momentos paternais indica possível motivação. Não toda. Nem, muito menos, a principal.
BRASILEIRINHAS
1- Manchete na Folha, muito apropriada para o 1º de Maio: "71% dos brasileiros são contra reforma da Previdência". No entanto, é imposta por um presidente sem voto, com apoio comprado de congressistas e pago com dinheiro dos cofres públicos, a título de remuneração de cargos para indicados políticos.
2- Outra sobre a reforma da Previdência à maneira do presidente sem voto e dos congressistas ilegítimos: "Reforma beneficia mulher de alta renda". Para isso vieram.
3- Com as mesmas palavras, manchete melhor para estes tempos cirúrgicos: Alta renda beneficia reforma de mulher.
4- Pequena discordância com o bom editorial "Barbáries", sobre os massacres de índios no Maranhão e de lavradores no Mato Grosso. O poder público não "é incapaz" de solucionar os conflitos fundiários. Poderia ser indiferente. Também não é.
Desde muito antes dos capitães de mato, o poder público sempre dispôs de meios superiores e suficientes para evitar e, quando não, para punir o genocídio de índios e de pequenos posseiros. Em nosso tempo, a superioridade desses recursos é esmagadora. Importa a quem prestam serviço e quem dele se beneficia. Material ou politicamente, como se dá com Michel Temer e o ministro Osmar Serraglio.
"Autoridades" omissas são parte do crime. 

Ex-diretor da OAS diz que apartamento seria vendido se Lula não se interessasse
Depoimento de executivo se soma a dezenas de outros concedidos no âmbito do processo do triplex do Guarujá, todos mostrando que o apartamento não é nem nunca foi de Lula
Publicado em 04/05/2017
Em depoimento dado hoje (4) em Curitiba, Roberto Moreira, ex-diretor-regional em São Paulo da OAS Empreendimentos, afirmou que o elevador instalado na reforma do apartamento tríplex do Guarujá, cuja propriedade é tema de ação da Lava Jato contra o ex-presidente Lula, foi uma sugestão do arquiteto Paulo Gordillho, da empresa OAS.
Roberto Moreira acompanhou a visita do ex-presidente ao Edifício Solaris em fevereiro de 2014 e a reforma feita no apartamento 164-A naquele ano, segundo ele por orientações do presidente da OAS Empreendimentos, Fábio Yonamine, e outra visita em agosto, na qual esteve apenas Dona Marisa Letícia. E, segundo ele, este apartamento nunca teria sido colocado à venda e estaria reservado para a ex-primeira-dama.
Segundo Roberto Moreira, a família de Lula nunca assinou boletim de vistoria de recebimento de unidade, jamais tomou posse da chaves ou adquiriu a escritura da unidade. De acordo com Roberto Moreira, as reformas foram feitas para que o imóvel fosse repassado ao ex-presidente, e custaram R$ 1,1 milhão; os custos teriam sido pagos pela própria OAS Empreendimentos, sem nenhuma forma de ocultação. Todos os pagamentos foram com notas fiscais em nome daquela empresa.
Assim, Roberto Moreira confirmou depoimento anterior concedido por ele mesmo ao Ministério Público, quando afirmou que que a unidade, caso não interessasse ao ex-presidente, poderia ser vendida para outra pessoa. “A reforma foi feita para o ex-presidente. Se ele não se interessasse pela unidade, ela poderia ser vendida para outra pessoa.” Quer dizer: o depoimento do executivo deixa claro que foi a OAS a única responsável pela reforma no imóvel, que a levou a cabo como esforço de venda para repassar o apartamento ao ex-presidente, através de um contrato de compra e venda, que jamais se realizou.
Roberto Moreira desmentiu o depoimento de Léo Pinheiro, ao dizer que não havia nenhum prazo de conclusão para a reforma. Em seu depoimento, feito como parte da negociação de uma delação premiada, Léo Pinheiro disse que Dona Marisa queria passar as festas de fim de ano no apartamento.
O apartamento, segundo Moreira, após operação da Lava Jato que prendeu Léo Pinheiro em novembro de 2014, seguiu fechado como outras unidades que tinham problemas jurídicos no condomínio Solaris. E, hoje, as chaves do apartamento estão em posse da OAS.
Roberto Moreira disse não ter nenhum conhecimento de acertos de vantagens indevidas em troca desse apartamento e da reforma, nem nenhuma relação com os negócios da OAS Construtora, outra empresa do grupo, com a Petrobrás.